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Exército: das favelas de Canudos para as favelas do Rio


Exército: das favelas de Canudos para as favelas do Rio

Roberto Malvezzi (Gogó)

Favela, poucos sabem, é uma árvore típica da Caatinga. Espécie absolutamente inteligente, adaptada ao clima semiárido, é dotada de muitos espinhos e um poderoso ácido que fazem sua defesa contra os predadores. Quem tocar numa favela, sai queimado.

Quando o Exército Brasileiro atacou Canudos, teve três fragorosas derrotas antes da batalha final em 1897. O espaço mais árduo para a conquista final foi o ‘Morro das Favelas” (Alto da Favela), um espaço permeado pela árvore urticante e um dos enfrentamentos mais hostis para os soldados.

Violência, a parteira da história?


Violência, a parteira da história?

– C. da Fraternidade 2018 –

Roberto Malvezzi (Gogó) 

Para Marx a violência é a parteira da história. É só por ela que o novo nasce.

Um cientista afirmou esses dias que a humanidade só conheceu a igualdade após períodos de grande violência, como a Segunda Guerra Mundial. Estima-se que nessa guerra 47 milhões de pessoas perderam a vida, sendo 26 milhões de soviéticos.

A volta da chuva aos sertões


A volta da chuva aos sertões

Roberto Malvezzi (Gogó)

Depois de longos anos com chuvas abaixo da média, agora chove por todo sertão do Semiárido Brasileiro. Como cantava Gonzaga: “rios correndo, as cachoeiras tão zoando, terra molhada, mato verde que riqueza e a asa branca à tarde canta, ai que beleza, ai, ai o povo alegre, mais alegre a natureza”.

Os grandes reservatórios ainda estão secos ou muito baixos, mas os reservatórios médios, pequenos e micros, como as cisternas, já estão todos cheios. São eles que importam realmente no cotidiano de nosso povo. As grandes obras tem pouca serventia à população difusa do Semiárido. Por isso, o problema da água hoje é mais grave no meio urbano que no meio rural Nordestino.

De Mandela a Lula


De MANDELA a LULA

Roberto Malvezzi (Gogó)

Muitas vezes me pergunto se Lula tem as condições de se tornar um herói da Senzala brasileira como Mandela na África do Sul. Aquele pegou 40 anos de cadeia para ver sua causa triunfar, e não era nada mais humana que o reconhecimento legal de igualdade entre brancos e negros naquele país.

Estive em Soweto, que era considerado um bairro de Johannesburgo, mas na verdade era uma cidade com 2 milhões de negros confinados, que tinham que ter um alvará para sair do confinamento e reapresenta-lo ao voltarem ao seu gueto. Lá estava o Museu da Imagem e do Som do Apartheid, com cenas dantescas de lutas dos negros para conseguir seu simples direito à cidadania.

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