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11º Mandamento


11º Mandamento
Roberto Malvezzi (Gogó)

A Quaresma continua a mesma e, com as Campanhas da Fraternidade, cada vez melhor. É um tempo que rememora os 40 anos do povo de Israel no deserto, ou 40 dias de Jesus no deserto, ou 40 dias que a Igreja delimitou como anteriores à celebração da Páscoa. Os sinais de “conversão”, no sentido de “rasgar os corações e não as vestes”, são o jejum, a oração e a esmola. Mas, o que importa é a conversão permanente.

A volta da miséria


A volta da miséria
Roberto Malvezzi (Gogó)

Quando debatíamos as fragilidades das conquistas sociais dos governos Lula-Dilma, um dos assombros era a possível volta da miséria. As reformas mais estruturais não tinham vindo e sempre achávamos que, com um governo regressista, o volta poderia acontecer.

O medo virou realidade antes de qualquer previsão. A estimativa do Banco Mundial é que 3,6 milhões de brasileiros regressem à miséria até o final desse ano.

O pior e o melhor do animal humano


O pior e o melhor do animal humano
Roberto Malvezzi (Gogó)

A opção que se coloca no mundo não é apenas a permanência da democracia ou o controle fascista da humanidade, mas as conquistas básicas da civilização humana que permitem a convivência entre as pessoas.

A superação da “lei do talião”, dente por dente e olho por olho, é uma conquista da civilização humana. Embora com tantas críticas e resistências, a ideia de justiça passou da vingança privada para a esfera do Estado. É ele que detém o monopólio da violência e da justiça.

Uma seca de seis anos


Uma seca de seis anos
Roberto Malvezzi (Gogó)

Nesses quase 40 anos de sertão é a primeira vez que ficou um ano sem cair chuva no telhado de casa. A última chuva foi em Janeiro de 2016. No entorno da cidade, Juazeiro da Bahia, já choveu.

O problema básico não é que fica sem chover, mas chover muito menos. Os cientistas estão perplexos, porque a cada ano se fala que teremos chuvas normais, até acima da média, mas elas não vêm. Atribui-se sempre a razão ao fenômeno El Niño, que aquece as águas do Pacífico, elas caem abundantes no sul e sudeste do Brasil, mas não chegam ao coração do Semiárido.

A Esperança Teológica e a Esperança Histórica


A Esperança Teológica e a Esperança Histórica
Roberto Malvezzi (Gogó)

Tornou-se comum nas tantas andanças para alguma assessoria, o pessoal solicitar que “leve alguma palavra de esperança”. Nessa encruzilhada tão angustiante, não só do Brasil, mas de toda a humanidade, é de se perguntar o que mesmo as pessoas estão querendo ouvir. Seria bom entendermos melhor o que é a esperança.

Para os cristãos é uma das três virtudes teologais: fé, esperança e amor. Paulo vai dizer que a maior delas é o amor, a única que realmente interessa ao final das contas (1 Coríntios 13,13).