Skip to main content

Ainda a Nicarágua


Ainda a Nicarágua

Roberto Malvezzi (Gogó)

Recebi várias reações ao texto Nicarágua: a Geopolítica e o Humanitário. Por respeito à verdade dos fatos, publico o texto de Atílio Boron, enviado por Marcelo Barros. Ajuda entender a situação. Na verdade há dois consensos a respeito desse momento vivido pelo país irmão: Ortega errou ao reprimir os movimentos com violência; segundo, os Estados Unidos, aliado com as famílias tradicionais e reacionárias da Nicarágua, aproveitando-se do momento, querem implementar um golpe de Estado como o realizado no Brasil.

Nicarágua: a Geopolítica e o Humanitário


Nicarágua: a Geopolítica e o Humanitário

Roberto Malvezzi (Gogó)

Chama a atenção o conjunto de mortes na Nicarágua – mais de 400 pessoas – por um governo cujo comandante já foi libertário e lutou contra ditaduras. O Centro de Defesa de Direitos Humanos de Petrópolis, acaba de lançar uma nota assinada por Leonardo Boff, denunciando veementemente o governo de Ortega.

Acontece que o sacrifício humano não é exclusividade de governos que se dizem ou já foram de esquerda. Ele está presente de forma diluviana também na direita. Não é uma questão de uma ou outra ideologia, mas da manutenção do poder, sobretudo quando envolve interesses geopolíticos determinantes.

Agora tudo é culpa dos caminhoneiros


Agora tudo é culpa dos caminhoneiros

Roberto Malvezzi (Gogó)

A velha mídia brasileira já achou um bode expiatório para justificar todas as desgraças que se abatem a cada dia sobre o povo brasileiro: os caminhoneiros.

A mortalidade infantil que só diminuía desde 1990, agora voltou a aumentar e a culpa é dos caminhoneiros.

O desemprego com Lula era 4%, com Dilma 7%, com Temer 13%, mas a culpa é dos caminhoneiros.

A inflação voltou a crescer e a culpa é dos caminhoneiros.

Papa Francisco experimenta a impotência dos empobrecidos


Papa Francisco experimenta a impotência dos empobrecidos

Roberto Malvezzi (Gogó)

Ao optar claramente por um papado que comunga a condição dos empobrecidos da Terra, o Papa Francisco também experimenta a impotência dessa parcela de seres humanos no mundo contemporâneo.

Quando Francisco abre uma lavanderia e um albergue para o povo de rua ao redor do Vaticano, suas atitudes até são divulgadas. Porém, quando exige da Igreja e de toda sociedade uma conversão ecológica para preservar a humanidade e a criação, os ouvidos são moucos, inclusive em grande parte da própria Igreja Católica. Os que aceitaram seu desafio vem mais de fora da Igreja que de seus quadros.

As jaulas de Trump e uma civilização que desmorona


As jaulas de Trump e uma civilização que desmorona

Roberto Malvezzi (Gogó)

Há tempos pessoas que lidam com o pensamento afirmam que estamos atravessando uma crise de civilização. As referências da humanidade para conviver em sociedade dissolveram-se no ar. Agora impera o salve-se quem puder dos países dominantes ou hegemônicos, isto é, Europa e Estados Unidos, além dos núcleos dos bem estabelecidos em outros lugares do mundo, como no Brasil.