Skip to main content

O espantalho comunista


O espantalho comunista

Roberto Malvezzi (Gogó)

Uma onda de ataques à CNBB, ao Papa Francisco, retoma o velho espantalho do comunismo. Tão agressivos quanto ridículos, não mereceriam muita consideração se não causassem certos estragos nas pessoas mais simples. Desconfio também que muitos cardeais, bispos e padres se escondam por detrás dessas declarações. Pelo menos um desses padres ostensivamente contra a CNBB e Francisco, prega retiros para seminaristas, faz formação do clero em certas dioceses e nunca vi nenhuma dessas autoridades se posicionarem contra suas atitudes.

Bandido bom é bandido rico


Bandido bom é bandido rico.

Roberto Malvezzi (Gogó)

Grande parte do povo brasileiro acha que “bandido bom é bandido morto”, diz uma pesquisa nacional recente. Mas é só quando o bandido morto for o bandido pobre. Se o bandido for rico é melhor que ele continue vivo.

Uma promotora pública que conheço há muito tempo me dizia: “estou cansada de condenar pobre. Não porque esses pobres não tenham cometido seus crimes, cometeram. Mas, só eles vão presos. Os criminosos ricos nunca consegui condenar nenhum”.

Exército: das favelas de Canudos para as favelas do Rio


Exército: das favelas de Canudos para as favelas do Rio

Roberto Malvezzi (Gogó)

Favela, poucos sabem, é uma árvore típica da Caatinga. Espécie absolutamente inteligente, adaptada ao clima semiárido, é dotada de muitos espinhos e um poderoso ácido que fazem sua defesa contra os predadores. Quem tocar numa favela, sai queimado.

Quando o Exército Brasileiro atacou Canudos, teve três fragorosas derrotas antes da batalha final em 1897. O espaço mais árduo para a conquista final foi o ‘Morro das Favelas” (Alto da Favela), um espaço permeado pela árvore urticante e um dos enfrentamentos mais hostis para os soldados.

Violência, a parteira da história?


Violência, a parteira da história?

– C. da Fraternidade 2018 –

Roberto Malvezzi (Gogó) 

Para Marx a violência é a parteira da história. É só por ela que o novo nasce.

Um cientista afirmou esses dias que a humanidade só conheceu a igualdade após períodos de grande violência, como a Segunda Guerra Mundial. Estima-se que nessa guerra 47 milhões de pessoas perderam a vida, sendo 26 milhões de soviéticos.

A volta da chuva aos sertões


A volta da chuva aos sertões

Roberto Malvezzi (Gogó)

Depois de longos anos com chuvas abaixo da média, agora chove por todo sertão do Semiárido Brasileiro. Como cantava Gonzaga: “rios correndo, as cachoeiras tão zoando, terra molhada, mato verde que riqueza e a asa branca à tarde canta, ai que beleza, ai, ai o povo alegre, mais alegre a natureza”.